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José Bonifácio Diniz de Andrada
José Bonifácio Diniz de Andrada
Curadoria e digitalização: Pedro Lorenzo Raggio Neto

5ª Geração · República

José Bonifácio Diniz de Andrada

Filho do ministro do STF Antônio Carlos Lafayette de Andrada. Vereador, deputado federal por duas legislaturas, presidente da Assembleia Legislativa da Guanabara e ministro do Tribunal Superior Eleitoral.

Nascimento
5 de janeiro de 1928, Rio de Janeiro
Falecimento
30 de junho de 2002, Rio de Janeiro
Filiação
Antônio Carlos Lafayette de Andrada (1900–1974) e Maria Hilda Diniz de Andrada
Casamento
Lêda Novelli Leitão de Andrada
Formação
Direito, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1950)
Mandatos
Vereador no Distrito Federal (1959–1963), deputado estadual na Guanabara (1963–1971), deputado federal pelo MDB (1971–1979)
Cargos
Presidente da Câmara Municipal do DF (1960), presidente da Assembleia Legislativa da Guanabara (1968), ministro do TSE (1992–1994)

Formação e início de carreira

Filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Antônio Carlos Lafayette de Andrada e de Maria Hilda Diniz de Andrada, José Bonifácio Diniz nasceu no Rio de Janeiro em 5 de janeiro de 1928. Fez os estudos no Colégio Melo e Sousa e depois no Colégio Santo Inácio, o mesmo que seu pai havia frequentado. Formou-se em Direito pela PUC do Rio de Janeiro em 1950 e começou a vida profissional como taquígrafo do Senado Federal, aprovado em concurso público, entre 1949 e 1953. Advogado militante desde 1951 no Rio de Janeiro, foi advogado da Superintendência da Moeda e do Crédito, instituição que viria a se transformar no Banco Central do Brasil.

A carreira parlamentar

José Bonifácio Diniz de Andrada em 1996
José Bonifácio Diniz de Andrada, 1996
Curadoria e digitalização: Pedro Lorenzo Raggio Neto

Em 1959 elegeu-se vereador à Câmara Municipal do Distrito Federal pelo PSD, tornando-se presidente da Casa em 1960. Em 1963 foi eleito deputado à Assembleia Legislativa do recém-criado estado da Guanabara pelo MDB, reeleito até 1971, exercendo a presidência desta Casa em 1968. Foi nesse mesmo período que seu pai, Antônio Carlos Lafayette, presidia o Supremo Tribunal Federal.

Elegeu-se deputado federal pela Guanabara e depois pelo estado do Rio de Janeiro, sempre pelo MDB, por duas legislaturas entre 1971 e 1979. Na Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Constituição e Justiça durante todo esse período. Presidiu a CPI sobre o sistema penitenciário do país entre 1975 e 1976, integrou a Comissão Especial para o novo Código de Processo Penal entre 1976 e 1977 e presidiu a Comissão Mista de Reforma do Judiciário de novembro de 1976 a março de 1977.

O Tribunal Superior Eleitoral

Após o fim dos mandatos parlamentares, voltou à advocacia e passou a atuar também em Brasília. Foi membro do Conselho Seccional da OAB da Guanabara em 1963 e 1964 e do Conselho Federal da OAB, representando Brasília, em 1965. Integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal em vaga reservada aos advogados em 1982, 1984 e 1985. Em 1992, incluído em lista tríplice pelo Supremo Tribunal Federal, foi nomeado pelo presidente Itamar Franco ministro do Tribunal Superior Eleitoral, também em vaga de advogado.

Foi ainda chefe da delegação brasileira ao VI Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes, reunido em Caracas em agosto de 1980, e integrou a comissão encarregada de elaborar o anteprojeto da parte especial do Código Penal em 1983 e 1984. Consultor especial do Banco Central do Brasil a partir de 1982, aposentou-se nesse cargo em abril de 1983.

Morreu no Rio de Janeiro em 30 de junho de 2002. Era casado com Lêda Novelli Leitão de Andrada. Entre seus irmãos estava Antônio Carlos Diniz de Andrada, diplomata, e Henrique Augusto Diniz de Andrada, que também integrou o Tribunal Superior Eleitoral.

Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.