2ª Geração · Segundo Reinado
Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Justiça durante a Guerra do Paraguai. Conselheiro de Estado, conselheiro pessoal de D. Pedro II e presidente da Câmara dos Deputados em 1882.
Assim como o irmão José Bonifácio, o Moço, Martim Francisco, o Filho nasceu na França durante o exílio do pai. Era filho de Martim Francisco Ribeiro de Andrada e de Gabriella Frederica, filha do Patriarca da Independência. Por isso era, ao mesmo tempo, neto do Patriarca pelo lado materno e filho do conselheiro Martim Francisco pelo lado paterno. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, onde depois lecionou, e tornou-se um dos principais líderes do Partido Liberal paulista.
Exerceu mandato de deputado provincial e deputado geral por São Paulo entre 1853 e 1856, e novamente entre 1861 e 1868. Nesse segundo período, sua trajetória parlamentar foi interrompida pelas demandas da guerra.
Entre agosto e outubro de 1866, ocupou o Ministério dos Negócios Estrangeiros no Gabinete Zacarias III. Em outubro do mesmo ano, ainda no mesmo gabinete, assumiu o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até julho de 1868. O Brasil vivia então o momento mais difícil do conflito, com as campanhas no Paraguai exigindo coordenação política e diplomática constante.
Além dos ministérios, foi conselheiro de Estado e conselheiro pessoal de D. Pedro II. Permaneceu monárquico convicto até o fim da vida. No final da década de 1880, essa posição o separaria do próprio irmão Antônio Carlos, o Senador, que se declarou republicano em 1886.
Em 1882, presidiu a Câmara dos Deputados, tornando-se o 47º a ocupar o cargo. Seu pai e seu irmão tinham ajudado a construir o Partido Liberal; ele o presidiu.
Casou-se com Ana Benvinda Bueno de Andrada, descendente em sexta geração de Amador Bueno, capitão-mor e ouvidor da Capitania de São Vicente em 1627. Do casamento nasceram seis filhos: Martim Francisco (que ficaria conhecido como "o Neto"), Antônio Manoel, José Bonifácio, Gabriela, Ana Margarida e Maria Flora.