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Martim Francisco Ribeiro de Andrada, o Filho
Martim Francisco Ribeiro de Andrada, o Filho

2ª Geração · Segundo Reinado

Martim Francisco Ribeiro de Andrada, o Filho

Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Justiça durante a Guerra do Paraguai. Conselheiro de Estado, conselheiro pessoal de D. Pedro II e presidente da Câmara dos Deputados em 1882.

Nascimento
10 de junho de 1825, Mucidan, França
Falecimento
2 de março de 1886
Filiação
Martim Francisco Ribeiro de Andrada (1775–1844) e Gabriella Frederica de Andrada (1800–1859)
Partido
Partido Liberal
Cargos principais
Ministro dos Negócios Estrangeiros (1866), Ministro da Justiça (1866–1868), Presidente da Câmara dos Deputados (1882)

Formação e início da carreira

Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Silva, o Filho, da coleção do Museu Histórico Nacional
Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Silva, o Filho
Coleção Museu Histórico Nacional

Assim como o irmão José Bonifácio, o Moço, Martim Francisco, o Filho nasceu na França durante o exílio do pai. Era filho de Martim Francisco Ribeiro de Andrada e de Gabriella Frederica, filha do Patriarca da Independência. Por isso era, ao mesmo tempo, neto do Patriarca pelo lado materno e filho do conselheiro Martim Francisco pelo lado paterno. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, onde depois lecionou, e tornou-se um dos principais líderes do Partido Liberal paulista.

Exerceu mandato de deputado provincial e deputado geral por São Paulo entre 1853 e 1856, e novamente entre 1861 e 1868. Nesse segundo período, sua trajetória parlamentar foi interrompida pelas demandas da guerra.

A Guerra do Paraguai

Entre agosto e outubro de 1866, ocupou o Ministério dos Negócios Estrangeiros no Gabinete Zacarias III. Em outubro do mesmo ano, ainda no mesmo gabinete, assumiu o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até julho de 1868. O Brasil vivia então o momento mais difícil do conflito, com as campanhas no Paraguai exigindo coordenação política e diplomática constante.

Além dos ministérios, foi conselheiro de Estado e conselheiro pessoal de D. Pedro II. Permaneceu monárquico convicto até o fim da vida. No final da década de 1880, essa posição o separaria do próprio irmão Antônio Carlos, o Senador, que se declarou republicano em 1886.

A presidência da Câmara

Em 1882, presidiu a Câmara dos Deputados, tornando-se o 47º a ocupar o cargo. Seu pai e seu irmão tinham ajudado a construir o Partido Liberal; ele o presidiu.

Família

Casou-se com Ana Benvinda Bueno de Andrada, descendente em sexta geração de Amador Bueno, capitão-mor e ouvidor da Capitania de São Vicente em 1627. Do casamento nasceram seis filhos: Martim Francisco (que ficaria conhecido como "o Neto"), Antônio Manoel, José Bonifácio, Gabriela, Ana Margarida e Maria Flora.