José Bonifácio de Andrada e Silva
Estadista da Independência. Ministro do Reino e Estrangeiros, principal articulador político do processo de separação de Portugal. Tutor de D. Pedro II. Patriarca da Independência.
A história que começou tudo
José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco
A história completa de José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco Ribeiro de Andrada, das origens em Santos à Independência do Brasil, da queda ao exílio compartilhado, até os caminhos que cada um seguiu depois de 1828.
Há famílias que dão um nome à história. A dos Andrada deu três.
José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco Ribeiro de Andrada nasceram na pequena vila de Santos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, e atravessaram juntos os anos mais decisivos da formação do Brasil como nação. Não foram apenas contemporâneos que por acaso dividiram um sobrenome: foram, durante os anos centrais da Independência, praticamente um único corpo político. Agiram juntos, caíram juntos e foram exilados juntos.
"Desiguais nas qualidades... mas muito parecidos no feitio mais íntimo... e até em alguns dos defeitos." Octávio Tarquínio de Sousa, sobre os três irmãos
Antônio Carlos resumiria esse orgulho de família, entre amigos, numa frase que se tornaria célebre: "Do mundo, as Américas. Das Américas, o Brasil. Do Brasil, São Paulo. De São Paulo, Santos. De Santos, os Andradas. Dos Andradas, eu!"
José Bonifácio de Andrada e Silva, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada formaram um núcleo singular de liderança intelectual, política e administrativa. Embora possuíssem personalidades distintas e trajetórias próprias, atuaram de maneira complementar em alguns dos momentos mais importantes da história nacional: enquanto José Bonifácio definia as grandes diretrizes do governo, Antônio Carlos conduzia os principais debates constitucionais e parlamentares, e Martim Francisco estruturava a administração financeira do novo Império.1 2 3
Esta é a história dos três, antes de cada um seguir, depois da tempestade de 1822 e 1823, o seu próprio caminho.
Os Andradas não foram apenas personagens da Independência. Foram seus arquitetos. Em menos de dois anos, entre 1821 e 1823, os três irmãos ajudaram a articular a separação de Portugal, defenderam a unidade territorial de um país que poderia ter se fragmentado em repúblicas rivais, participaram da primeira Assembleia Constituinte brasileira, organizaram áreas centrais do Estado nascente, da Fazenda à diplomacia, e fundaram uma tradição política familiar que atravessaria gerações. Entender os Andradas é entender como o Brasil se tornou o Brasil.
Estadista da Independência. Ministro do Reino e Estrangeiros, principal articulador político do processo de separação de Portugal. Tutor de D. Pedro II. Patriarca da Independência.
Constitucionalista e tribuno. Principal orador da Assembleia Constituinte de 1823, relator do projeto de Constituição. Autor do projeto que antecipou a Maioridade de D. Pedro II.
Administrador e primeiro Ministro da Fazenda do Brasil independente. Três vezes presidente da Câmara dos Deputados. Figura associada ao rigor na gestão pública e nas finanças do Estado.
A história começa no final do século XVII, quando José Ribeiro de Andrada, nascido em 1678 na região de Cabeceira de Basto, no Minho português, se estabeleceu em Santos. Ali, a família lançaria raízes administrativas e comerciais: seu filho, Bonifácio José de Andrada, viria a ser, segundo o recenseamento de 1776, o segundo homem mais rico da vila, ocupando ao longo da vida postos como Escrivão da Junta da Real Fazenda, Almoxarife da Fazenda Real e Coronel do Estado-Maior do Regimento de Dragões.
Bonifácio José casou-se com Maria Bárbara da Silva, mulher que, num tempo em que isso era raro, sabia ler e escrever. O casal teve nove filhos, dos quais três, José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco, entrariam para a história.1 2 4
José Bonifácio, o mais velho dos três, nasceu em 13 de junho de 1763. Antônio Carlos veio dez anos depois, batizado em 1º de novembro de 1773. Martim Francisco, o mais jovem, nasceu, segundo a certidão de batismo, hoje a fonte mais confiável disponível, em 27 de junho de 1775, embora por décadas biógrafos tenham hesitado entre 1774, 1775 e 1776.
Os três fizeram o mesmo caminho na juventude: as primeiras letras em Santos, sob orientação do próprio pai; os estudos secundários em São Paulo, sob o bispo Frei Manuel da Ressurreição; e depois Coimbra, em Portugal, onde a elite colonial brasileira ia se formar.
Santos, no final do século XVIII, não era apenas o berço familiar dos Andradas. Era uma vila portuária ligada ao comércio, à administração colonial e às rotas econômicas da Capitania de São Paulo. Nesse ambiente, a família Andrada construiu prestígio não por títulos de nobreza, mas por instrução, cargos públicos e presença constante na vida administrativa local. Foi essa cultura de serviço e competência, cultivada à beira do porto, que os três irmãos levariam consigo para Coimbra e, de lá, para o centro da história do Brasil.1 2
Em Coimbra, os caminhos dos três irmãos já começavam a se diferenciar.
Coimbra foi o ponto em que a vocação familiar se transformou em projeto intelectual. Os três irmãos partiram da mesma origem santista, mas regressaram ao mundo luso-brasileiro com formações diferentes e complementares: José Bonifácio trazia a ciência e a visão estratégica de quem havia percorrido a Europa e dialogado com grandes naturalistas de seu tempo; Antônio Carlos, o direito e a eloquência de quem nascera para a tribuna; Martim Francisco, a técnica administrativa e a atenção às finanças que o Brasil independente precisaria, urgentemente, aprender a gerir.1 2
A decisão de enviar os filhos à Universidade de Coimbra demonstrava a ambição da família em proporcionar uma formação compatível com a elite dirigente do Império Português. A reforma pombalina havia transformado Coimbra em um dos principais centros de difusão das ideias ilustradas na Península Ibérica. Ali, os irmãos entrariam em contato com as correntes científicas, filosóficas e políticas mais modernas da Europa, convivendo com professores, magistrados e naturalistas que ocupariam posições de destaque tanto em Portugal quanto no Brasil. Ao contrário de muitos contemporâneos que regressavam à América apenas com formação jurídica tradicional, os Andradas absorveram uma visão ampla do Estado, da economia, da ciência e da administração pública.1 2
Formado em Filosofia e Leis, foi enviado pela Coroa portuguesa, em 1790, numa longa excursão científica pela Europa: Paris, onde estudou química com Fourcroy; Freiberg, na Saxônia, onde se tornou aluno e amigo de Alexander von Humboldt; e Suécia e Noruega, onde caracterizou quatro novas espécies minerais, tornando-se conhecido como "Mr. d'Andrada". Só retornaria ao Brasil em 1819, depois de quase 37 anos de ausência.1 2
Trabalhou na Tipografia do Arco do Cego, em Lisboa, onde conviveu com Hipólito da Costa, e voltou ao Brasil como juiz de fora de Santos e depois ouvidor de Olinda. Em março de 1817, aderiu à Revolução Pernambucana e pagou caro por isso: quase quatro anos presos na Bahia. Quando lhe sugeriram pedir perdão ao rei, respondeu: "Perdão eu peço a Deus por meus pecados, do rei quero justiça!"1 5
Formou-se em Matemática por Coimbra e, em 1798, acompanhou José Bonifácio numa expedição mineralógica pela Estremadura portuguesa. De volta ao Brasil, foi nomeado Diretor-Geral das Minas e Matas de São Paulo, com a incumbência de inspecionar a Fábrica de Ferro de Ipanema.1 2 7
"Que aos fracos tão somente a morte é dura." Antônio Carlos, verso final do soneto "Liberdade", escrito na prisão da Bahia
A convergência começou em São Paulo. Com a Revolução Liberal do Porto, em 1820, e o retorno de D. João VI a Portugal no ano seguinte, José Bonifácio e Martim Francisco, Antônio Carlos ainda preso na Bahia até 1821, lideraram o governo provisório paulista, organizado em junho de 1821. Foi dali que partiu, em dezembro daquele ano, a Representação que pediria ao príncipe regente D. Pedro que desobedecesse às Cortes de Lisboa e permanecesse no Brasil, episódio que desembocaria, em janeiro de 1822, no célebre "Fico".
Há uma disputa histórica sobre quem de fato decidiu aquele momento: alguns autores atribuem o protagonismo ao Rio de Janeiro e à maçonaria liderada por Joaquim Gonçalves Ledo; outros defendem com veemência documental que foi São Paulo, e José Bonifácio nominalmente, quem primeiro e mais decisivamente moveu D. Pedro a ficar. O próprio D. Pedro, em proclamação de setembro de 1822 aos paulistas, reconheceria que foi essa província "que perante mim e o mundo inteiro me fez conhecer primeiro que todas o sistema maquiavélico... das Cortes de Lisboa".
Seja como for, o resultado prático foi direto: José Bonifácio assumiu a Secretaria do Reino e Estrangeiros em janeiro de 1822, tornando-se, na prática, o principal ministro de D. Pedro, e Antônio Carlos, recém-liberto da prisão baiana, foi eleito deputado de São Paulo às Cortes de Lisboa, onde rapidamente se tornaria o líder reconhecido da delegação brasileira.1 3
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
O Grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, é o símbolo mais conhecido da Independência do Brasil. Mas símbolos não nascem do nada. Por trás da cena às margens do riacho havia meses de articulação política, cartas, decretos, negociações e manobras diplomáticas, muitas delas conduzidas ou influenciadas pelos irmãos Andrada.
José Bonifácio, como ministro do Reino e Estrangeiros, manteve o príncipe D. Pedro ligado à causa brasileira quando as Cortes de Lisboa tentavam reduzir a autonomia do país, administrou tensões entre diferentes grupos políticos e trabalhou para que a separação acontecesse sem fragmentar o território. Não por acaso, a história o consagraria como o Patriarca da Independência.
Antônio Carlos, deputado às Cortes de Lisboa, enfrentou diretamente os projetos de recolonização e defendeu os interesses brasileiros no próprio Parlamento português, num momento em que a ruptura ainda era politicamente arriscada. Martim Francisco, no governo de São Paulo e depois como ministro da Fazenda, garantiu a sustentação administrativa e financeira do processo.
A Independência do Brasil foi, em grande medida, uma obra dos Andradas.1 3 6
Os meses entre o Fico e a queda do Ministério, em julho de 1823, foram o auge da ação conjunta dos três irmãos.
José Bonifácio articulou, com cautela calculada, a transição rumo à Independência. Disputou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil com Gonçalves Ledo, perdeu a posição numa manobra em outubro de 1822, demitiu-se em protesto e só voltou ao cargo depois de D. Pedro e D. Leopoldina irem pessoalmente à sua casa, por duas vezes, pedir seu retorno. Foi também ele quem, em memória apresentada à futura Assembleia Constituinte, sugeriu a construção de uma nova capital no interior do país, e propôs para ela um nome que só se tornaria realidade 137 anos depois: Brasília.6
Martim Francisco assumiu a pasta da Fazenda em julho de 1822, o primeiro Ministro da Fazenda da história do Brasil independente, e encontrou um Tesouro em situação crítica. Instituiu um empréstimo interno junto a comerciantes e homens de fortuna, taxou pesadamente produtos importados, especialmente os portugueses, e conseguiu, com uma simples portaria, conter as emissões descontroladas do Banco do Brasil.
Antônio Carlos, de volta de Lisboa, tornou-se a grande voz da Assembleia Geral Constituinte, instalada em maio de 1823. Foi o relator e principal autor do projeto de Constituição, um texto de 272 artigos que serviria de base, mais tarde, para cerca de 80% da Constituição de 1824.
"Grande Deus! É crime amar o Brasil, ser nele nascido, e pugnar pela sua independência..." Antônio Carlos, discurso de 10 de novembro de 1823, episódio Pamplona
O projeto de 272 artigos nunca chegou a ser promulgado. A dissolução da Assembleia, na madrugada de 12 de novembro de 1823, interrompeu a primeira tentativa brasileira de construir uma Constituição por meio de representantes eleitos. Ainda assim, o texto não morreu. Parte substancial de suas soluções foi aproveitada na Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I meses depois da queda dos Andradas, numa ironia que a história não deixou de registrar.1 6
Era o ápice. E foi justamente esse ápice que selaria, poucos meses depois, a queda dos três.
A ruptura entre D. Pedro I e os Andrada já vinha se desenhando havia meses, desde que o imperador demitira José Bonifácio e Martim Francisco do Ministério em julho de 1823. Mas o desfecho final veio na noite de 11 para 12 de novembro daquele ano, na sessão que a história batizaria de "Noite da Agonia".
Com tropas cercando o Palácio de São Cristóvão, chegou finalmente o decreto: D. Pedro I dissolvia a Constituinte. Os Anais preservaram o diálogo exato daquele instante. Diante do oficial que trazia o decreto, Martim Francisco ainda tentou resistir: "Sr. Presidente, o nosso lugar é este." Mas foi Antônio Carlos quem encerrou, com a secura de quem sabia que tudo havia terminado: "Nós já não somos Assembleia."
José Bonifácio foi preso em sua própria casa, no meio do jantar, e pediu calmamente ao oficial que viera buscá-lo que esperasse, "e se o Sr. oficial quiser, estimarei muito que se sirva de alguma coisa."1 6 Embarcados numa velha charrua chamada Luconia, os três irmãos amotinaram-se a bordo, prenderam o próprio comandante do navio e desviaram a rota para o porto de Vigo, na Espanha.
Antes de partir, José Bonifácio deixou ao general que os escoltava palavras que soam, hoje, como profecia: "Diga ao imperador que eu estou com o coração magoado de dor, não por mim, que estou velho... que trate de salvar a coroa para seus filhos, porque para si está perdida desde hoje."1 6
O exílio os levou a Bordéus e à pequena cidade vizinha de Talence, onde viveriam até 1828–1829, quase seis anos. E foi ali, longe do Brasil, que talvez se revele o lado mais humano dos três irmãos.
Cartas particulares trocadas com o amigo Antônio de Menezes Vasconcelos de Drummond, companheiro de causa também exilado, mostram um José Bonifácio que se autodenominava "o Ermitão" de Talence, publicava poesia sob o pseudônimo "Américo Elísio", lutava contra doenças e dificuldades financeiras, mantinha vivo o interesse científico e abolicionista, e chamava o imperador, com humor amargo, de "o Rapazinho" ou "Pedra Parda".
Martim Francisco escrevia longas análises financeiras condenando os empréstimos do governo imperial; Antônio Carlos lutava contra as autoridades francesas, que tentavam afastá-los da costa, e contra a suspeita de que sua correspondência estava sendo interceptada.
Foi também no exílio que os três assinaram juntos, em 1825 e 1826, dois documentos importantes: a Representação sobre a escravatura, projeto detalhado de abolição gradual redigido por José Bonifácio, e a Réfutation des calomnies, resposta conjunta a um panfleto francês que acusava os Andrada de terem tornado o governo de D. Pedro "odioso ao povo".1 8
Quando finalmente puderam voltar ao Brasil, entre 1828 e 1829, os três irmãos, já reconciliados pessoalmente com D. Pedro I, seguiram trajetórias que não voltariam a se fundir como antes.
José Bonifácio recusou um convite de retorno ao poder e buscou um retiro contemplativo na ilha de Paquetá. Ao abdicar, em abril de 1831, D. Pedro I o nomeou tutor de seu filho, o futuro D. Pedro II, chamando-o de "meu verdadeiro amigo". Morreu em 6 de abril de 1838, recusando títulos de nobreza.
Antônio Carlos voltou à vida parlamentar e, em 1840, foi o autor do projeto de lei que antecipou a maioridade de D. Pedro II, o chamado "Golpe da Maioridade". Convidado a chefiar o primeiro Gabinete do Segundo Império, demitiu-se em 1841, dizendo ao irmão, com humor resignado: "Não te disse, Martim, que quem se mete com criança amanhece mijado? Vamos embora!" Eleito Senador por Pernambuco em 1845, morreu em dezembro daquele ano.1 5
Martim Francisco, o que mais vezes presidiu a Câmara dos Deputados ao longo da vida, três mandatos, dedicou-se à vida parlamentar e à defesa do irmão José Bonifácio durante a crise da tutoria, em 1832. Em 1840, assumiu pela segunda vez a pasta da Fazenda, cumprindo, segundo suas próprias palavras, uma promessa feita ao irmão mais velho antes de morrer: ver D. Pedro II no trono. Morreu em 23 de fevereiro de 1844, em Santos, sua terra natal, "sempre pobre, sem honras", como registrou um biógrafo. Foi o primeiro dos três a partir.1 7
Antônio Carlos, Martim Francisco e José Bonifácio morreram em anos diferentes, 1838, 1844 e 1845, mas a história nunca conseguiu, e talvez nunca deva, separá-los por completo. O monumento erguido em Santos para celebrar o centenário da Independência não homenageia um Andrada: homenageia os "Irmãos Andradas", no plural, como se a própria cidade reconhecesse que ali nasceu não um grande homem, mas uma constelação de três.
Coube a José Bonifácio o papel de Patriarca, o nome que a história gravou em letras maiores. Coube a Antônio Carlos a glória da tribuna, a voz mais lembrada da Constituinte de 1823. Coube a Martim Francisco o rigor silencioso das contas públicas e a lealdade que nunca vacilou.
O legado intelectual dos três revela-se igualmente expressivo. José Bonifácio destacou-se como um dos primeiros brasileiros a formular um projeto nacional abrangente, no qual ciência, educação, economia, administração pública e desenvolvimento social apareciam como partes de um mesmo programa de construção do país. Suas reflexões sobre exploração racional dos recursos naturais, educação pública, integração dos povos indígenas e abolição gradual da escravidão demonstram amplitude de pensamento rara entre seus contemporâneos.1 2 Antônio Carlos legou uma tradição de firmeza parlamentar e defesa das instituições representativas. Martim Francisco deixou contribuição fundamental para a organização das finanças públicas, preocupado com a estabilidade do Estado e a construção de instituições duradouras.1 5 7
A Independência brasileira não foi obra de um único homem, mas resultado da atuação complementar de três irmãos que reuniram ciência, direito, administração e liderança política em torno de um mesmo projeto nacional. Não foram três homens iguais, mas três grandes personalidades que, reunidas, exerceram influência decisiva sobre a formação do Estado brasileiro.1 2 3
A partir deles, a família Andrada deixaria de ser apenas uma linhagem local de Santos para se tornar uma das tradições políticas mais longas do Brasil. Nas gerações seguintes, seus descendentes ocupariam o Senado Imperial, a Câmara dos Deputados, ministérios, governos estaduais, o Supremo Tribunal Federal e mandatos legislativos que atravessaram o Império, a República Velha, a Era Vargas e o Brasil contemporâneo. A árvore que começa nesta página não termina em 1845. Ela chega até hoje.1 2 3 4 5 6 7
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
Retratos, gravuras, monumentos e documentos do acervo sobre José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco Ribeiro de Andrada.